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Entrevista Marcelo Tas a revista QUEM

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Para quem tem mais de 35 anos, ele é o repórter Ernesto Varela, que nos anos 80 fazia as perguntas mais contundentes às pessoas mais importantes com a maior cara-de-pau. Para quem tem uns 25, é o Professor Tibúrcio do programa infantil Rá-Tim-Bum. Os que têm menos de 15 provavelmente se lembram dele como o Telekid da série Castelo Rá-Tim-Bum. Mas, para todos, hoje ele é ele mesmo: Marcelo Tas, o âncora do CQC, o programa da TV Bandeirantes que conquistou várias gerações com seu misto de jornalismo e humor e que volta na segunda-feira (2), depois de umas férias.

Todos sabem também que Tas é um nerd. Ele não se cansa de alardear isso: em seu site, seu blog, na sua página do Orkut e, agora, na sua mais recente paixão, o Twitter (site de relacionamento mais hypado, no qual ele é o mais popular do Brasil). Mas será que o âncora do CQC é exatamente como Marcelo Tas? Há muita coisa que boa parte do público não sabe sobre o sujeito polêmico, cheio de comentários mordazes a respeito de famosos e poderosos. Poucos sabem, por exemplo, que Tas já foi militar. Ou que é engenheiro civil. Ou que gosta de cuidar de jardim. Ou que é pai de três filhos (Luiza, 20 anos, Miguel, 7, e Clarice, 3). Para falar disso tudo, Tas recebeu QUEM em sua casa, na região dos Jardins, São Paulo.

QUEM: Desde o Varela, seu trabalho não repercutia tanto quanto o CQC. Por quê?
MARCELO TAS:
Não concordo. Em termos de influência, acho que o Rá-Tim-Bum é imbatível. Não tem dia em que eu saia na rua que não chegue alguém: “Hum, o Rá-Tim-Bum!” Está há 18 anos no ar. É reprisado todo ano. Mas o CQC é dos mais autorais e tem exposição na mídia.

QUEM: Você escreve os textos do CQC?
MT:
Mais reescrevo do que escrevo. Participo da formulação das pautas e do fechamento. A gente tem uma equipe gigante, 50 pessoas. É bom ficar claro que o Diego (Barreto) é o diretor. Tenho influência, mas estou aprendendo.

QUEM: Desde o Varela, seu trabalho não repercutia tanto quanto o CQC. Por quê?
MARCELO TAS:
Não concordo. Em termos de influência, acho que o Rá-Tim-Bum é imbatível. Não tem dia em que eu saia na rua que não chegue alguém: “Hum, o Rá-Tim-Bum!” Está há 18 anos no ar. É reprisado todo ano. Mas o CQC é dos mais autorais e tem exposição na mídia.

QUEM: Você escreve os textos do CQC?
MT:
Mais reescrevo do que escrevo. Participo da formulação das pautas e do fechamento. A gente tem uma equipe gigante, 50 pessoas. É bom ficar claro que o Diego (Barreto) é o diretor. Tenho influência, mas estou aprendendo.

QUEM: Ser nerd nunca foi um problema?
MT:
Nunca tive vergonha de ser o que eu sou. Eu era CDF, mas era do fundão. Estudava piano clássico, que era uma coisa que pegava muito mal com minha turma do fundão. Um dia, eles estavam se reunindo para roubar galinha na Semana Santa, o que é um clássico de Ituverava. A gente rouba galinha na Sexta-feira Santa para comer no Sábado de Aleluia. Imagine eu falando para essa turma de roubar galinha: “Não posso. Agora tenho de ir para casa estudar piano”. Era difícil. Eles demoraram para me aceitar. Sempre tive um espírito contraditório. É parecido com a minha posição no CQC. Gosto da bagunça dos meninos, mas eu sou aquele que chama à razão, ao rigor jornalístico.

QUEM: No seu blog, diz que não quis saber de tecnologia em suas férias na Turquia. Verdade?
MT:
Não levei meu computador. Foi uma negociação com minha mulher. Foram férias, só eu e ela. Muito bem planejadas e negociadas. Ela deixou eu levar meu laptop. Combinamos que eu não ficaria o dia todo pendurado no computador. Mas, na partida, eu me muni de coragem e levei só o iPhone e meu blackberry.

QUEM: Você fica muito pendurado na internet? Quantas horas trabalha por dia?
MT:
Essa pergunta não tem mais resposta. Eu fico online o tempo todo. Eu, você e mesmo quem não sabe disso. Não saímos da internet. Isso não quer dizer que eu fique o dia inteiro checando e-mail. Olha o jardim enorme desta casa, sou eu que cuido. A cachorra e as gatas também são do meu ministério.

QUEM: Nas férias, postou uma foto sua andando de balão. Sentiu medo?
MT:
Sou da Aeronáutica. Já voei de asa-delta, helicóptero, avião experimental.

QUEM: Ser nerd não atrapalhava nem com as garotas?
MT:
Sempre me dei muito bem com as garotas. No 3º ano primário, comecei a namorar uma menina. Durou três anos e a gente chegou a pensar em se casar. Até hoje, quando vou para Ituverava, minha avó Geralda fala assim: “E a Consuelo?”. Falam tanto da Consuelo que a Bel (Kovarik, sua mulher) tem até ciúme.

QUEM: Inteligência atrai as meninas?
MT:
Não estou aqui fazendo propaganda, mas acho que as mulheres sempre tiveram sensibilidade para a inteligência e para o humor. A chave do romance é o humor. Se você conseguir fazer uma mulher rir, a porta do amor está aberta.

Fonte: Revista QUEM

Tas fevereiro 26th 2009

3 Responses to “Entrevista Marcelo Tas a revista QUEM”

  1. Renato Chagas Says:

    Quero deixar registrado aqui meu Proteste Já!
    Contamos os dias para a volta do CQC e o Tas vem na sexta-feira e fala que o programa só volta no dia 9!!!
    Isso é um absurdo. Mas o mais importante é que eles voltarão, só espero que seja no dia 9 mesmo, viu Band?

    Para quem não sabe, acesse o blog do Tas. Lá está a notícia!!!

  2. Juddy Says:

    Tem uma repetição aí de 2 parágrafos, mas isso não abafa a fofura do Tas.
    Eu sou da época do professor Tibúrcio! Adorava!

    *é a primeira vez que comento aqui, mas leio sempre.

  3. KonstantinMiller Says:

    Hello, can you please post some more information on this topic? I would like to read more.

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