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Marcelo Tas: “O público quer ousadia”!

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Você é um sujeito muito crítico quanto a essa questão das celebridades e ao mesmo tempo está num programa que, ao desconstruir e agredir esse meio, acaba contribuindo para fazer com que ele apareça. Como você se situa nisso?

O CQC pode ser um veículo muito poderoso para algumas figuras que a gente critica, mas é parte do jogo. É um programa arriscado e a gente gosta disso. Trabalhamos numa fronteira do jornalismo com o humor. Muitas vezes resvala numa região arriscada e por isso as pessoas gostam do programa. Não podemos cair na tentação do desrespeito, mesmo ironizando uma figura. A gente não gosta do Sarney, por exemplo, que é uma das figuras mais nocivas à República brasileira, mas tenho que tratar o cara dentro desse limite para não usar as mesmas ferramentas que ele usa, como o desrespeito à sociedade, a censura, a truculência. Agora, a gente sabe que figuras como ele podem se beneficiar do CQC sendo simpáticas ou caras de pau. O Maluf, por exemplo, fala muito com o CQC. Ele sabe que é importante usar o programa como um veículo. A gente dá o espaço. É importante porque senão estaríamos sendo os manipuladores.

O humor crítico no Brasil mudou nos últimos 10 anos?

Poderia ter mudado mais. O público quer mais ousadia que a gente oferece. Por isso o CQC, na minha visão, causou tanto impacto. Dele para a última ousadia da televisão tem pelo menos cinco anos, que foi o Pânico. Nem é a mesma praia, mas foi uma grande ousadia. E do Pânico para a ousadia anterior, que foi o Casseta e planeta, tem mais cinco ou oito anos. Acho lamentável porque esses programas mostram que o público gosta da ousadia, da irreverência.

Tem alguma coisa que você não goste no CQC?

Muitas. Acho que ainda é um programa muito sexista, uma coisa que é inevitável porque é muita testosterona, muito macho e, às vezes, passa do tolerável na questão do machismo ou da grossura. Agora, com a Mônica (Iozzi), a gente está procurando trabalhar uma outra região e, mesmo assim, a gente não pode cair no outro lado da moeda. É um equilíbrio muito delicado, mas gostamos de acelerar, passar bem perto do ponto onde o carro pode capotar, porque esse é o nosso esporte.

Quanto há de Ernesto Varela, uma de suas primeiras experiências com jornalismo e humor, no CQC?

O DNA é parecido, é o mesmo. No CQC cada um dos meninos desenvolveu o seu próprio repertório. O Varela era um guerrilheiro, ele e sua equipe, dentro de uma trincheira, quase um ET no jornalismo brasileiro. O CQC é um canhão em rede nacional, com estrutura que jamais tive. Sempre sonhei com o CQC.

Você costuma dizer que hoje, quem não sabe ouvir está perdido. O que significa saber ouvir no Brasil contemporâneo?

Quem não ouve está fora do jogo, fora da brincadeira. As pessoas, as empresas, os jornais, os pais, os professores, quem não ouvir hoje dançou por causa da velocidade da rede. Qualquer coisa que a gente faça hoje é em rede, inclusive as coisas antigas. Mesmo os jornais de papel são feitos em rede. Mesmo que não tenha um twitter ou não seja interessado nisso, você já está nessa era, todos nósestamos. Estou falando de empresas, escolas, namorados, tios, sobrinhos. Eu gosto muito disso. Acho que quem trabalha com comunicação vive uma era muito especial e procuro olhar justamente quem está fazendo coisas legais.

Como encara a superexposição das pessoas na internet? Seu twitter é um dos mais seguidos do Brasil. Essa superexposição não multiplica o vazio?

Se tem esvaziamento ou aprofundamento, depende da gente. O que tem hoje nessas ferramentas é uma velocidade muito alta e uma capacidade de atingir pessoas que você nunca atingiu. No meu caso tem uma coisa extra, que é a capacidade de ouvir pessoas. A televisão não permite isso, é um veículo surdo onde as pessoas só falam e onde fui forjado. Passei duas décadas de trabalho só falando e ouvindo muito pouco as pessoas. O twitter é um lugar onde ouço as pessoas. Passo o dia ouvindo muito e em silêncio a maior parte do tempo.

Nunca antes na história deste país aparece em diversas listas de mais vendidos. A que você atribui este sucesso?

A um interessee um desconhecimento, por incrível que pareça, sobre a história do Lula. Estou chocado com a pesquisa que fiz para o livro. Descobri muita coisa que não sabia do presidente, e olha que corro atrás dele desde 1983. Mesmo com toda essa mídia em cima dele até hoje existem lacunas. O Lula tem uma personalidade muito de horário comercial. Ele está sempre trabalhando e nunca com a postura desarmada. Fala pouco com a imprensa. E tem outra questão. Tem gente que acha o Lula um péssimo presidente e tem gente que acha que ele é um gênio. Como não acho nenhuma das duas coisas, me interessou fazer um livro que não tomasse partido e, como quase tudo que faço, acabou criando uma dúvida até sobre qual é o meu partido. Chamo isso de bipolaridade que a gente tem em relação ao Lula. Se você faz uma crítica é porque você é contra; se você elogia, é a favor. Acho que há uma falta de maturidade no Brasil em relação a uma estabilidade democrática, a gente ainda age com espírito meio de Guerra Fria. Nesse livro procuro contribuir um pouco para isso causando mais confusão. As pessoas nunca sabem se sou lulista, se sou tucano. Aliás, sou acusado das duas coisas.

Você ora é acusado de ser governista, ora de ser oposição. Qual seu time, afinal?

Não tenho compromisso com nenhum partido. Já votei em todos os partidos. Isso é uma coisa de que me orgulho muito. Minha tarefa neste mundo é de espírito de porco, estou cada vez mais convencido disso. Na última eleição cometi uma ousadia. Nunca tinha votado no Democratas e votei no Afif Domingos. Para mim, não tem mais diferença entre ter Afif ou Suplicy. Não há diferença entre PT e Democratas enquanto ética ou crença em uma democracia. Os dois acreditam na democracia e têm defeitos graves. Não é um compromisso partidário ou ideológico que guia minha vida, porque acredito que a mudança não vem daí. Por isso até admiro o presidente. Lula tem nos seus maiores pecados, às vezes, suas virtudes. Um cara que abraça o Jader Barbalho tem que ter estômago de avestruz. É um cara muito contraditório. Mas ele tem ao mesmo tempo esse estômago que faz com que consiga tocar o país com relativo sucesso na área econômica e até na área política.

Gostaria de mandar um recado para Lula ou Dilma?

Será que eles vão ouvir? Meu recado seria esse: ouçam mais as perguntas. Acredito que os políticos não precisam ter medo de se expor. E acredito que o presidente é o cara. Ele não precisava se cercar tanto, poderia se expor mais, dar mais a cara para bater porque é capaz de sair de qualquer situação. O Brasil pode ser um país respeitoso e divertido ao mesmo tempo. E a gente pode tratar a política com contundência, mas também com humor. Temos que aprender um pouco a sair de uma seriedade falsa que geralmente está muito estampada no Senado, o que menos aprendeu essa lição da democracia. O Senado é blindado, as pessoas não são permeáveis, são pessoas muito sérias, cheias de problemas na Justiça, mas seriíssimas, impenetráveis.

Fonte: Diário de Pernambuco.

George Lopes – george@cqcnews.com.br

Tas dezembro 23rd 2009

Marcelo Tas publica livro e diz que Lula é ‘gênio do ilusionismo’

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Fabiana Seragusa, Folha de São Paulo.

“A política é como uma boa cachaça: você toma a primeira dose e não tem como parar mais. Só quando termina a garrafa.” Essa é uma das “filosóficas” frases ditas pelo presidente Lula e reunidas pelo jornalista e apresentador Marcelo Tas no livro “Nunca Antes na História Deste País” (Panda Books, 2009), que mistura humor e ironia ao lembrar de momentos marcantes da história do nosso país.

“Após receber a faixa presidencial, Lula virou um expert em qualquer tipo de assunto, principalmente naqueles onde não tem o menor domínio”, afirma Tas, em entrevista à Folha, além de dizer que “Lula é um gênio do ilusionismo” e que “sabe muito bem transformar uma derrota vergonhosa numa vitória retumbante”.

Garimpadas de jornais, revistas, documentários e de “Lula, o Filho do Brasil”, as declarações são divididas em dez capítulos, onde cada um deles é dedicado a uma “profissão” adotada pelo ex-metalúrgico: advogado, animal político, comediante stand-up, economista, filósofo, marqueteiro, metamorfose ambulante, ser humano, técnico de futebol e turista.

Veja, abaixo, algumas frases de Lula selecionadas por Tas (e seus comentários) e uma entrevista com o jornalista e apresentador do CQC.

“Se disputasse uma eleição, os votos do Sarney não dariam para encher um penico” (disse Lula, em 1983, ao lado de Hélio Bicudo e Ulisses Guimarães, no primeiro comício pelas Eleições Diretas)

“Eu vi tudo bem de perto, vestido de Ernesto Varela, em frente ao pequeno palanque na Praça Charles Muller. Naquela tarde, com Fernando Meirelles na câmera, tinha gravado minha primeira entrevista com o futuro presidente. Ver Luiz Inácio hoje, elogiando insetos do naipe de Sarney, Renan, Jader Barbalho… revela melancolicamente a deterioração ética do líder petista.”

“Minha mãe era uma mulher que nasceu analfabeta”

“Sem dúvida, esta é a mais engraçada, e revela duas coisas importantes sobre a personalidade do presidente: a importância de dona Lindu na sua formação e a importância que Lula dá a si mesmo. Até o fato de a mãe dele nascer analfabeta, como a mãe de todos nós, ele nos vende como algo muito especial.”

De quem partiu a idéia do projeto do livro?

Marcelo Tas – O Marcelo Duarte [criador da Panda Books] me chamou para um cafezinho, jogou uma pastinha com frases do Lula na minha frente e perguntou: você acha que isso dá um livro? Dormi com a idéia por uns dois meses. De cara, me chamou a atenção o fato de que, após receber a faixa presidencial, Lula virou um expert em qualquer tipo de assunto. Principalmente naquelas onde não tem o menor domínio. De tecnologia de perfuração marítima em águas profundas à performance do Ronaldo no Corinthians, o cara chuta certezas inabaláveis.

Livraria – Quanto tempo você levou para garimpar todas as frases?

Tas - Foi quase um ano. O cafezinho com o Marcelo aconteceu antes do Natal de 2008. Prometi entregar o livro no meio do ano, para comemorar os dez anos da Panda, que aconteceu em setembro. Mas aí veio a crise do Senado e eu convenci a Panda de adiar o lançamento. A história estava acontecendo diante dos nossos narizes. Não podia fechar o livro sem a participação de Lula no mergulho do Congresso para o fundo do mar de lama. Também ampliei minha pesquisa para além dos jornais e revistas. Encontrei em trechos pouco comentados de documentários como “Entreatos” e programas da Radiobrás, frases preciosas do presidente. Também foi de extremo valor o material publicado no livro “Lula, o Filho do Brasil” de Denise Paraná. Ali estão passagens completamente desconhecidas da vida do atual presidente. Foi um material riquíssimo que serviu para confirmar e completar as frases dos dez personagens que inventei para o presidente.

Livraria – Você acha que todas estas coisas ele fala sem pensar ou arquiteta a maioria delas, com alguma intenção?

Tas - Como eu digo no capítulo “Lula Marqueteiro”: Luiz Inácio é o Duda Mendonça de si mesmo! Como todo grande político, Lula é um gênio do ilusionismo. Sabe muito bem transformar uma derrota vergonhosa numa vitória retumbante. Se as obras do PAC empacam, inventa uma frase sobre o sapo que impediu o andamento das obras, enfurecendo ambientalistas mas incendiando a platéia da arquibancada.

Livraria – Na sua opinião, ele é o presidente brasileiro que mais falou “bobagem”?

Tas - Não sejamos injustos com Lula! Ele apenas fala mais e é mais corajoso para o improviso que seus antecessores. Na média, penso que as bobagens ditas por FHC, Itamar e Collor se equivalem ou até mesmo superam as de Luiz Inácio.

George Lopes  - george@cqcnews.com.br

Tas novembro 5th 2009

Marcelo Tas nega favorecimento a candidato do CQC

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Marcelo Tas negou à coluna Zapping, assinada por Alberto Pereira Jr., que haja favorecimento a Rogério Morgado na disputa pela vaga de oitavo repórter da atração.

“Ele é amigo do Danilo Gentili, mas não é por isso que será prejudicado ou beneficiado”, disse o apresentador. O comediante Rogério é um dos quatro finalistas pela disputa à vaga. A final acontece no dia 28.

Fonte: A Tarde Online

George Lopes – george@cqcnews.com.br

Tas setembro 14th 2009

Filhos da Pauta Livre entrevistam Marcelo Tas

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tas

Mais uma do parceiro Filhos da Pauta Livre.

Dessa vez o entrevistado foi ‘o chefe’.

E pra variar,eles arrasaram neh!

Confiram clicando aqui essa entrevista supimpa!

Lorrana Campos – lorrana@cqcnews.com.br

Tas agosto 17th 2009

Marcelo Tas e Luciano Huck trocam críticas pelo Twitter

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Hoje, o perfil de Huck ultrapassou os 149 mil seguidores, número acima do registrado por Tas, que detém 135 mil perfis acompanhando suas atualizações no Twitter. Na noite de ontem, o apresentador do “CQC”, da Band, questionou: “alguém criou twitter extra só pra participar dos sorteios q meu caro colega @huckluciano promove para aumentar seus seguidores?”

Em seguida, retransmitiu uma mensagem do cantor Leo Jaime, na qual dizia que “Não entendo esse negócio de comprar seguidores ou fazer script [aumentar o número de seguidores, a partir de programas da internet]. É como ter plateia de figurantes em seu show. Pra quê?”

Huck, que apresenta o programa “Caldeirão do Huck” na Rede Globo: afirmou: “Hoje vamos bater os 150.000!! Tem gente morrendo de ciúme da nossa turma daqui. Vamos com tudo!!!”, afirmou em seu perfil. Logo em seguida, alfinetou: “Um monte de gente me criticou. Achei que seria mais bacana distribuir para a turma, do que vender patrocínio do meu twitter e só eu ganhar.”

O apresentador do “CQC” respondeu. “Distribua também o patrocínio do Caldeirão!”, disse, retransmitindo a mensagem de Huck.

Marcelo Tas fechou um acordo publicitário com a Telefônica, a fim de divulgação do Xtreme, serviço da empresa espanhola que oferece TV fechada, internet e telefone por fibra óptica.

Devido ao contrato, o apresentador do “CQC” foi alvo de críticas dos internautas durante a pane do Speedy em abril. O serviço também é oferecido pela Telefônica.

Fonte: Folha Online

George Lopes – george@cqcnews.com.br

Tas julho 7th 2009
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